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07/11/2011

Um mês de Pretty Fessora!




No mesmo dia que viro o contador em 2000 visitas (07/11/2011), celebro também um mês do Blog Pretty Fessora com 134 postagens – deve ser algum tipo de record (rss). E tudo começou com uma úlcera...

Em casa, de molho, sem ter muito o que fazer, decidi fazer um blog sobre beleza, sem ser especialista em coisa alguma da área, e nasceu aí o Pretty Fessora. Na verdade, isso é mais um livro de recortes que um blog, já que 90% dos posts não foram escritos por mim, mas não deixo de dar o crédito aos autores dos textos, nem de “linkar” os websites de onde recortei as matérias. Infelizmente fica difícil fazer o mesmo com as imagens, mas é por pura falta de informação e não por má fé.

Na próxima semana, já recuperada, volto à rotina normal (rotina supõe-se ser normal – rss) e certamente a produção do blog há de diminuir, pois voltarei a postar no meu blog sobre Educação (http://fessoraz.blogspot.com), que é a minha real “praia”.

Espero que minhas postagens tenham ajudado em alguma coisa, pois também aprendi um bocado de novidades. Todos os dias, mesmo para ficar em casa, que é o que mais tenho feito nesse último mês, experimento uma maquiagem diferente e há três semanas faço diariamente a massagem facial da Tanaka antes de dormir. Estou esperando para ver os resultados, mas não acredito em milagres. Se melhorar um pouquinho, já saí lucrando.

Hora de apagar a velinha (e não a velhinha) e torcer para que as visitantes do Pretty Fessora gostem do blog e comecem a deixar comentários, que é uma coisa que me frustra um pouco, mas tudo bem. Como sempre diz a Petit, que me inspirou para fazer o blog, no fim, tudo dá certo :-))


04/11/2011

Aprenda a enxergar a beleza das rugas





Lenize Bahia Chaves *


As pessoas parecem estar perdendo a sensibilidade ao belo. A maioria só considera belo aquilo que se conforma com os padrões estéticos propagados pela mídia. E estes padrões têm insistentemente cultuado a juventude, como se não houvesse beleza na velhice. E há tanta exuberância num rosto marcado pelo tempo! Ele registra em si uma história de vida. É uma escultura viva, modelada por emoções, sensações, pensamentos, atitudes. Mas se hoje percebemos a velhice como fase de declínio e decadência, isto não foi sempre assim na história da humanidade. A própria bíblia contêm passagens nas quais a velhice é retratada com vigor e força. O gênesis, por exemplo, nos diz: "Eis a duração da vida de Abraão: Ele viveu 175 anos e entregou sua alma movendo numa ditosa velhice, em idade avançada e cheio de dias". Entre outras, há também uma referência ao livro de Jô que nos diz: "em robusta velhice e entrará para o sepulcro como um feixe de trigo que se recolhe ao seu tempo". Percebemos então, que velhice não é uma verdade absoluta, mas uma concepção que pode variar conforme a cultura, a época e, principalmente, de acordo com os valores que uma sociedade dá aos seus participantes.

Uma sociedade que marginaliza o velho, o excepcional, o louco, o pobre, é violenta e irresponsável. A exclusão social representa talvez um dos maiores equívocos dos homens, porque desconsidera a semelhança que compartilhamos com todos os seres humanos. A velhice não é uma falha da condição humana, muito menos uma doença. Ela revela, apenas, uma fase da existência.

A forma de percebê-la, sim, é que pode ser falha, doentia e violenta. "Eu valho aquilo que sou a cada instante. Se o fruto desprezar qualquer trâmite na sua evolução, acabará por não nascer", nos diz Exupéry. Negar, desconsiderar ou desvalorizar qualquer fase da vida do homem, é ameaçar a própria condição humana. John Donne expressou este pensamento quando afirmou que "a morte de qualquer homem me diminui porque sou parte do gênero humano. Por isso não me perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.".

Mas o que determinará este estilo de envelhecer e a qualidade de vida na terceira idade? A velhice não é uma fase desassociada do restante da história de sujeito. Portanto, pensar na terceira idade significa pensar toda a história de vida de uma pessoa. Uma velhice saudável implica em uma postura existencial, na qual o sujeito tenha buscado o desenvolvimento de suas potencialidades e se dirigido de acordo com seus desejos, suas perguntas e seus próprios projetos. Não quero dizer que isto não possa ser feito, às vezes tardiamente. É sempre tempo de despertar. A velhice significou para muitos um período de intensa criação. A história nos mostra que ela pode ser extremamente rica, expressiva e criativa aos 60, 70, 80, 90 anos de idade. Picasso, por exemplo, produziu freneticamente aos 90. Goeth concluiu o Fausto com mais de 80; Freud foi criativo até o seu último ano de vida, quando contava com 83 anos; Verdi escreveu uma de suas maiores óperas aos 80; Michelangelo projeto a cúpula da Basílica de São Pedro na sua nona década de vida. E assim muitos outros deram ao mundo patrimônios grandiosos, frutos de suas realizações 'crepusculares'. É possível envelhecer 'docemente', com serenidade, elegância e saúde, desde que se permita viver a potencialidade e a riqueza que a idade madura do homem lhe permite. As pessoas longevas têm normalmente, um forte desejo de viver, de criar, de desfrutar do mundo e dos próprios sentimentos. Elas fazem da vida uma festa em que comemoram a sua digna idade. Viver a juventude presente em cada fase da vida; ser suficientemente jovem para querer; viver o futuro como possibilidade; e acreditar que sempre há algo a desejar, a realizar e a criar. Estes parecem ser os ingredientes necessários para se envelhecer com dignidade.

E agora, sinto-me mais à vontade para dizer que envelhecer não é caminhar no tempo, mas estacionar nele, pois na verdade 'as pessoas não ficam velhas. Quando param de crescer é que envelhecem.’


* Psicoterapeuta Cognitiva Comportamental



 

01/11/2011

Homens também envelhecem




Mas a batalha deles contra o tempo não é a da aparência


Por Ivan Martins *

É comum ouvir mulheres reclamando sobre o que seria uma injustiça básica da natureza, aquela que faz com que os homens “envelheçam melhor”.

Elas olham para os nossos cabelos brancos, para as rugas ao redor dos nossos olhos, e concluem que essas coisas nos caem bem – as mesmas coisas que, nelas, são percebidas como sinais detestáveis da passagem do tempo.

Na condição de um sujeito que começa a ficar grisalho e que só enxerga as rugas ao redor dos próprios olhos quando põe óculos de leitura, eu gostaria de dizer algumas coisas sobre esse assunto.

A primeira é: obrigado. Obrigado às mulheres por serem generosas e encontrarem charme nos sinais de decadência que nos assustam.

A gente olha no espelho e fica contrariado com o que vê, mas o olhar de vocês, de alguma maneira, sinaliza que está tudo bem – que ainda somos desejáveis, embora já não sejamos jovens.

Acontece que envelhecer não tem apenas dimensão social e tampouco se trata de uma mudança apenas de aparência. É uma experiência pessoal e íntima.

Cada um sabe a idade que tem, embora os outros possam não perceber ou não se incomodar. Ter 40 anos e aparência de 30 não é o mesmo que ter 30 anos. Interiormente é diferente – e ainda bem que é. Nem imagino como seria ter 30 anos para sempre. Ou ter qualquer idade para sempre. Ou viver para sempre. A palavra “sempre” é contrária ao que nos faz humanos.

Lidar com a passagem do tempo, portanto, é algo que cada um de nós tem de fazer sozinho - e os homens fazem isso muito mal.

A imprensa nos conta e a experiência confirma que há muitas mulheres obcecadas em manter uma aparência juvenil depois que a juventude ficou para trás. Mas os homens, embora mais relaxados com a própria aparência, também travam a seu modo uma batalha perdida contra o tempo. Uma batalha subjetiva.

Boa parte dos homens insiste em resistir aos efeitos da idade. Quer sentir-se jovem e agir como jovem até o fim. Há uma recusa obstinada em aceitar o limite do tempo e a declinar dos papéis de protagonista. O sujeito quer ser o galã eterno da novela da vida dele. Não aceita o papel de pai ou avô.

Lembro de um amigo mais velho, recém passado dos 70, me dizendo, na mesa de um almoço de jornalistas, que às vezes sonhava em recomeçar com uma nova mulher. Uma mulher de uns 30 anos... O que me espantou (penalizou, na verdade) é que ele imaginasse a sua felicidade ligada a uma situação tão improvável. Era óbvio que se recusava a aceitar a idade que tinha.

Outro dia, folheando o jornal, deparei com a foto de duas crianças novinhas, filhas de um sujeito rico e famoso que já bateu nos 60 anos. As imagens eram incongruentes: de um lado, um homem meio caído; de outro, o frescor das crianças. Fiquei me perguntando o que levara o sujeito a repetir, às portas da terceira idade, uma experiência que a natureza recomenda ter mais cedo. E concluí que ele não tinha ideia melhor do que fazer com a própria existência. Talvez tenha tido razões sentimentais, mas, como programa de vida, a reprodução tardia me parece uma droga. A vida deveria ser invenção, não repetição.

A verdade é que os homens, a despeito dessas bravatas biológicas, são tão inseguros quanto as mulheres quando se trata de envelhecer. E provavelmente mais perdidos. Se a aparência enlouquece as mulheres, a vitalidade é a obsessão masculina. Sobretudo aquela vitalidade... Com o agravante de que o cara não pode sair por aí anunciando que está com problemas. Os homens não falam disso abertamente. Ou melhor, falam, para mentir uns aos outros. Este é o país dos Romários e dos Ziraldos, gente que, sabidamente, nunca broxou. A angústia masculina é solitária, enquanto a da mulher é pública.

O medo masculino da impotência não é apenas físico, ele é também simbólico. É o medo de ser superado. Se o pesadelo feminino é a mulher de 20 anos, bonita e sedutora, o do homem é o jovem rebelde e audaz. Ele ameaça o lugar do cidadão maduro, que reage ao risco com rabugice, amargura, preconceito contra os que chegam. Ele se torna sentencioso e professoral, agressivo em defesa do seu status deslizante: eles são bárbaros, não sabem nada, não estudam nada, não se preocupam. Desde a Grécia antiga os velhos se queixam da ignorância, da incompetência e da insensibilidade dos jovens – mas nos últimos 3000 anos o mundo avançou, não retrocedeu.

Nelson Rodrigues, numa demonstração desavergonhada de suas aflições íntimas, aconselhou aos jovens, “envelheçam”. Poderia ter completando: “uma vez que eu não posso rejuvenescer”. Ele terminou a vida envolvido com mulheres muito mais jovens e tinha alucinações de ciúme dignas dos seus personagens mais grotescos.

No mundo perecível dos homens, excessivamente material e físico em relação ao mundo das mulheres, a perda da vitalidade equivale à perda de poder – nos sentimos ameaçados pela força e pela violência dos mais jovens. E isso angustia.

Há uma passagem num romance do sul-africano J.M. Coetzee, acho que em Desonra, na qual um personagem comenta que, até os 50 anos, ele tinha facilidade em se aproximar das mulheres e obter sexo. Elas eram atraídas por ele naturalmente. Depois dos 50, algo começou a mudar até que o seu poder de sedução quase se extinguiu.

É isso. Não acontece apenas com as mulheres. Não dói menos nos homens. Não é mais fácil para eles. Talvez demore um pouco mais, mas chega da mesma forma – e os homens, acreditem, não estão preparados. Embora não pareça. Embora a generosidade das mulheres nos proteja.


* IVAN MARTINS é editor-executivo de ÉPOCA






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Aaaaaahhhhhh!


31/10/2011

Sexualidade e maturidade





Por Clevane Pessoa *


Muitas pessoas desistem de uma saudável vida amorosa, quando chegam à maturidade. Ora, assim como com os frutos, é quando estariam mais prontos: no ponto exato. Conhecem os mecanismos essenciais de seu "soma", podendo passar dados essenciais ao seu prazer a um novo cúmplice amoroso. Se a parceria é antiga, os filhos, se havidos, estão crescidos, os bens em geral, já adquiridos, os gostos mútuos bem conhecidos: pode-se relaxar. Até porque o mito dos esperados Príncipe e Princesa encantados a despertar pelas forças do amor, já se diluíram. Maduros sabem que se ama "APESAR DE". Amar "PORQUE" é muito fácil...

Muitos sentem-se "passados". Meu avô retrucava sempre que mencionavam sua idade avançada: " Velho, não " Moço usado". Pois é ,usado, mas querido. Usado, mas não acabado... E por que não, desejado?

A mídia pressiona direta ou subliminarmente para que o padrão de beleza vigente seja uma escravatura... A pele apergaminha-se, a lei da gravidade faz-se sentir... mas e daí? Só se será amado se viçoso? As cirurgias plásticas são feitas repetitivamente. Um paciente me confessou: "Não a reconheço. Em presença dela, tenho saudades da pessoa com quem me casei. Por que ela não podia ter ruguinhas semelhantes à minha?" E, baixando a cabeça, chorou. Falava da companheira de quarenta anos de casados... Tudo bem uma esticadinha aqui, uma lipoaspiração ali... Comedidamente, pode ajudar... mas viver em função da beleza decretada é, no mínimo, uma limitação à liberdade de ser...

A baixa autoestima, leva ao desespero. Haja musculação, dieta, consumismo, pinturas... E pensar que há uma inequívoca beleza na maturidade e na velhice... São outros padrões. Estar lúcidos, inteiros, uma bênção...

A Ciência diz que as pessoas, muito em breve, graças às tecnologias, vacinas, alimentação balanceada, exercícios, serão muito mais longevas... Então, aceitar a passagem dos anos, torna-se, cada vez mais, necessário.

O grande erro, na verdade, é a mania de se pensar que sexualidade é apenas genitalidade. Há muitas formas de amar, de encontrar encantamento no carinho e não renunciar a ele... Quantos homens se estressam trocando a parceria conjugal por amantes a quem não amam, mas desejam? Chegam ao ridículo ou ao esgotamento tentando agradar criaturinhas que deles só querem tirar proveito... Então não poderá uma pessoa de mais idade, ser amado ou desejado? Claro que sim. Amor existe e é sempre incondicional. Mas a maioria das situações é forjada, pouco natural...

Mulheres também procuram rapazinhos muito potentes, em busca do êxtase sexual, que pode sim, ser obtido, mas depois, sentem-se sozinhas, incompletas... Onde o interesse genuíno. A não ser que haja a amorosidade verdadeira...

O fazer amor é uma atividade lúdica. Deve ser espontânea. Os adolescentes não são capazes de grandes prazeres antes de chegarem às vias de fato? Por que as pessoas maduras não procuram divertir-se umas com as outras? E depois se amar como quem saboreia um fruto maduro de conhecido sabor?

Sociólogos perguntaram-se porque os habitantes de uma aldeota perdida nos Andes, longevos, tinham relações sexuais normais até ao fim da vida. Ora, eles simplesmente não sabiam que "não deviam". Longe da "mass media", ninguém os ridicularizara pelo saudável desejo sexual. E transavam até à morte, serenos e meros... Que maravilhosa lição...

O que se perde com o medo das críticas, é justamente aquilo que falta a quem se torna grisalho, mais lento ou enrugado: acarinhar-se.Com é bom aconchegar-se, como é sadio o beijo, como revigora um abraço, como saber-se desejado é uma sinalização de bem-estar!

Por causa de medicações para doenças, como hipertensão arterial, Diabetes, Depressão, muitos homens sofrem de Disfunção erétil, o novo nome para impotência sexual. Reparem que palavra ameaçadora: impotência, sem poder... E a generalização para as outras faces da vida produtiva, acontece num instante. Ora, a vida sexual permite muitas formas de obtenção do prazer. Casais harmônicos são bastante criativos ou serenos para resolverem quaisquer dificuldades, digamos, "operativas"...

A vida é uma grande brincadeira, embora cheia de regras. Mas para o AMOR, não há regra que não possa ser trocada, omitida, recriada, quando o objetivo é a felicidade...




* Clevane Pessoa de Araújo Lopes é nordestina radicada em Minas Gerais. Psicóloga, ilustradora, conferencista e consultora de assuntos ligados à psicologia, sempre gostou de escrever. Tem dois livros de poesias editados, "Sombras feitas de luz" e "Asas de Água", além de quinze e-books de prosa e poesias. Foi premiada em concursos dentro e fora do país.

Proibido para menores de 50!




Na Matemática negligencia-se muito o estudo da Lógica e cada vez mais sinto falta dessa base, não apenas em sala de aula, mas – principalmente – na vida prática. Sem entrar muito no mérito de antecedentes e consequentes, podemos exemplificar bem (meus alunos estão cansados de ouvir isso), com a frase, “Se chove, então uso guarda-chuva”, o que é absolutamente lógico. E como eu poderia negar essa afirmativa? Negar, em Lógica, é mostrar que a afirmação é falsa. Instintivamente as pessoas pensam em, “Se não chove, então não uso guarda-chuva” quando isso só corrobora a afirmação anterior. Uma forma de provar que a afirmativa é falsa seria flagrar a pessoa que disse “Se chove, então uso guarda-chuva”, num dia de chuva, sem guarda-chuva e, portanto, a negação da sentença seria: Chove e não estou usando guarda-chuva.

Parte-se do princípio que, “Se é jovem, então é belo”, e daí a se concluir que, “Se não é jovem, então não é belo”, é um pulo. Pior: Se é velho, então é feio!

O fotógrafo holandês, Erwin Olaf, inspirado pelas pin-ups de Gil Elvgren, tentou negar essa afirmativa com uma série de fotos intitulada ‘Mature’ e foi muito mal interpretado – pelo menos a julgar pelos comentários que li no Blog da Julia Petit que publicou algumas fotos e finalizou dizendo, “Gostei!”. Julia gostou, mas suas leitoras...

As fotos mostram mulheres acima de 60 e poucos anos em poses sensuais vestindo roupas provocantes. Polêmicas? Sim, essa é uma característica das fotos de Olaf, mas vou reproduzir alguns dos comentários postados pelas pessoas que viram as fotos das senhoras num blog que, normalmente, publica fotos do mesmo estilo, apenas usando modelos 40 ou 50 anos mais jovens:

Love Tapes: "Ficou ridiculo mostrar mulheres maduras ( e todas lindas , por sinal) em situaçoes que nao condizem nem com sua idade e nem a condiçao fisica ( e por suposto, emocional). Porque o fotografo nao tentou mostrar a beleza destas mulheres de manerira mas fina e nao uma parodia vulgar das modeletes sexyes?"

Linda: "Sinceramente…não é nenhuma visão do paraiso…todos ficaremos assim algum dia
não é nada tentador.Saudavel eternamente
sim,com a graça divina…agora sexy…vá sonhando…"

Raquel Correa: "Eu achei as fotos uó.
Acho sim que as pessoas podem amadurecer muitíssimo bem, se manterem bonitas (e sensuais, porque não?) mas, essas fotos não me transimitiram nada disso. O fotógrafo poderia ter focado de maneira diferente. Acredito que todos temos potencial para sermos modelos belos em fotos.
Achei horroroso mesmo."

Ana: "Eu nao aguento esses posts “pseudo moralistas”, ou “politicamente corretos”….
Algumas delas sao realmente lindas, mas falar que o ensaio eh maravilhoso beira ao ridiculo.
Falou tudo , love tapes!!!!!"

Marcelo: "Pode ser preconceito…
MAs pra mim fica parecendo um bando de senhoras de idade avançada fantasiadas de Lolitas… Gosto nao…"

Antônia: "O próprio autor da arte já respondeu os radicais:'devemos comemorar o nosso corpo, abraçar nossa idade e não aderir à parte da sociedade POBRE DE ESPÍRITO que vive em função dos padrões impostos.'"

Love Tapes: "Antônia, como disse o fotografo, 'devemos comemorar o nosso corpo, abraçar nossa idade e não aderir à parte da sociedade POBRE DE ESPÍRITO que vive em função dos padrões impostos.'
Estas mulheres nao estao abraçando a sua idade, muito pelo contrário,e estao justamente vivendo (posando) em funçao dos padroes impostos: o padrao de beleza e sensualidade imposto nao é a modelete lolita? entao, é isto que elas estao fazendo, imitanto este padrao. E virou uma caricatura patética.
Quando eu ficar velha nao vou me esconder em um casulo, mas nao vou me fantasiar de gatinha. Eu espero poder manter minha feminilidad e sensualidad e estar tao linda quanto esta senhora, mas espero fazer-lo de maneira coerente com meu corpo e meu espírito."

Avril: "Sobre o ensaio eu achei de péssimo gosto, elas estão fazendo papel de ridículo, querendo parecer o que? Cocotas? Eu acho a beleza madura linda e fina, mas no contexto, não nesse. Afinal pra quem acha Suzana Vieira ridícula de maiô isso aí é muito pior! Que colocassem o ensaio, mas dizer que é de bom gosto é muito pra minha cabeça!"

Michele: "Me desculpem, mas gordura nunca é sexy. E ser sexy não é o mesmo que ser vulgar. Há muito homem sexy que não precisam tirar a roupa. Por que mulher para ser sexy precisa estar pelada ou com roupas justas e decotadas?"

Pati: "Horrivelllllllll!!
A beleza da maturidade não passa nem perto do que se mostra nessas fotos,,
Não ha nada de sensual em ver as pelancas dessas senhoras…
São bonitas ,SIM!! Mas estariam mais “sensuais” se estivessem vestidas!!"

Mais chocante do que o preconceito nesses comentários, só a agressão sofrida por homossexuais de skinheads, mas acho que a base é a mesma – o medo. Da mesma forma que o pitboy odeia o gay por sentir-se desconfortável em sua própria sexualidade, as jovens (?) se chocaram ao ver as velhas (?) seminuas porque tremem só de imaginar que um dia terão todas essas rugas. Um segredo para elas: só não fica velho quem morre cedo, e quem chega a ficar velho continua a ter um corpo que vai mostrar sem roupa ao marido, às companheiras de hidroginástica, a médicos e enfermeiros e, principalmente, ao espelho e se sua cabeça não aceitar ver pelancas e celulites, lamento muito, mas vai viver infeliz ou passar a trocar de roupa e tomar banho no escuro. Ah! Há mais opções, além de dar um tiro na cabeça. Lifting, lipoaspiração, lipoescultura, virar rata de academia, etc. Só espero que suas aposentadorias sejam boas o bastante para cobrir os custos da insegurança.

Parabéns às modelos pela coragem :-))


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A beleza madura de Eliane Giardini




Eliane Giardini é um exemplo de beleza. Foi só aos 40 anos que a atriz emplacou na TV, ao interpretar a Dona Patroa de “Renascer” (1993). Ano passado, aos 58, conquistou sua primeira protagonista, a Hélia de Tempos Modernos.

— Atualmente, me sinto bem mais leve, em todos os sentidos — afirma a atriz, que só vem recebendo elogios, tanto por sua interpretação quanto pela beleza e pela boa forma: — Sou vaidosa, é claro. E é muito mais bacana quando ser bonita vem como consequência de uma qualidade de vida.

Ao contrário de muitas atrizes de sua geração, que chegam a perder a expressão facial por cometerem exageros em nome da estética, Eliane encara o envelhecimento com tranquilidade e bom humor:

— Faz parte do processo. A outra opção é morrer, né? Rugas não me incomodam. Até agora, está tudo sob controle.


EQUILÍBRIO, SEMPRE

“Sou vaidosa, é claro. E é muito mais bacana quando ser bonita vem como consequência de uma qualidade de vida. É isso que persigo. Sou muito atenta a alimentação, exercícios, tomar bastante água, comer fibras e frutas. E olha que adoro comer! Sou de família italiana, amo doces e frituras. Então, tenho que tomar um supercuidado para não exagerar e manter uma vida balanceada. Pelo menos em cinco dias da semana, como corretamente para que eu possa sair da linha de vez em quando, sem culpa”.


DIETA SEM GLÚTEN

“Estão dizendo que eu emagreci cinco quilos especialmente para a Hélia, não foi bem assim. O que aconteceu é que, ainda durante Caminho das Índias, fiz um tratamento com uma nutricionista e ela tirou uma série de coisas da minha alimentação, entre elas o glúten. Isso fez com que eu desse uma boa secada. Mas foi por mim, e não pela personagem”.


SEM LÍQUIDO NA REFEIÇÃO

“Há alguns bons anos, cortei o líquido na hora das refeições principais. Foi difícil, me viciei a comer bebendo. Mas quando é um jantar especial, abro exceção para um bom vinho”.


PESO MANTIDO

“A vida inteira pesei rigorosamente a mesma coisa, em torno de 56kg, 57kg. Quando atinjo os 58kg, já soa o alarme. Quando se está magra, naturalmente tudo parece melhor, você fica sempre mais elegante. Por isso, além de controlar a alimentação, procuro sempre praticar uma atividade física. Ano passado, fiz pilates; este ano, voltei para a musculação. Estou com pouquíssimo tempo disponível, e é ótimo para dar um resultado mais rápido. Faço três vezes por semana”.


CACHOS ASSUMIDOS

“Não faço grandes esforços para cuidar do cabelo. Ele já é ondulado mesmo, melhor não tentar mudar. Uso bons xampus, bons leave ins, faço hidratação. Já usei um corte mais curto, em América, mas gosto do comprimento atual”.


RUGAS NÃO INCOMODAM

“O que eu gostaria de mudar em mim? (risos) Ter alguns anos a menos seria ótimo… Mas é assim mesmo, faz parte do processo. A outra opção é morrer, né? Rugas não me incomodam. Uso meus cremezinhos e fico feliz. Até agora, está tudo sob controle, não tem nada me causando grandes transtornos”.


SORRISO MARCANTE

“Falam muito do meu sorriso. Com certeza, bom humor torna a pessoa mais bonita. Eu também me sinto muito mais atraída por gente sorridente, alto-astral. É fundamental não se levar tão a sério nessa vida”.


PAIXÃO POR INTEIRO

“Minha relação com o meu corpo é a melhor possível. Nunca dependi de bumbum durinho para conquistar alguém. A vida inteira, as pessoas com as quais me relacionei se apaixonaram por mim por inteiro, acredito. Ninguém se apaixona só pela bundinha durinha da pessoa, mas pela pessoa completa, concorda? Claro que se o outro está acabadaço, aí é mais complicado. Mas não é o caso…”.


COMPANHIA NÃO É TUDO

“A mulher não precisa estar acompanhada para se sentir bonita, inteira. Eu não tenho esse problema, graças a Deus! Estar amando é ótimo, mas a gente já vive uma outra época. A minha geração chegou à maturidade com muitas possibilidades, incluindo viagens, acesso a programas culturais… Uma história a dois tem que entrar para acrescentar, e não para posar e sair bem na foto”.


AMOR MADURO

“Uma das coisas mais legais na novela (Tempos Modernos) é essa história de amor maduro. Acho linda a relação da Hélia com o Leal (personagem de Antonio Fagundes, de 61 anos). A TV geralmente mostra a mulher mais velha com um rapaz mais novo. Não que eu tenha problema com isso, amei quando fiz a Neuta (em ‘América’, a personagem de Eliane se apaixonava por Dinho, um peão vivido por Murilo Rosa, alguns anos mais jovem que ela). Amor independe de idade, chega sem avisar e explicar por quê. Primeiro você se apaixona, depois você vai entender. Eu, por exemplo, gosto de me relacionar com pessoas da minha idade”.


DE MULHER PRA MULHER

“Uma mulher se arruma para outra mulher. Somos mais sensíveis, sabemos analisar a elegância da outra. Até porque a maioria esmagadora dos homens diz preferir ver as mulheres despidas!”


GUARDA—ROUPA BÁSICO

“Gosto de usar roupas bem cortadas, tecidos legais. Meu guarda-roupa é básico, não tenho nada de espalhafatoso, ao contrário das minhas personagens inclusive. Não usaria tops, calças muito agarradas no bumbum, minissaias…”.







Quem sou eu

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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
"Sou apenas uma caminhante que perdeu o medo de se perder. Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar o meu destino. Com dignidade."
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