Quando eu era menina e precisava fazer uma pesquisa havia duas fontes para, ao menos, começar: as enciclopédias Barsa e Delta Larousse. Dava trabalho, pois não bastava apenas procurar no índice – a gente TINHA que ler! Além do mais, não podíamos simplesmente copiar das enciclopédias, tínhamos que reescrever os textos fazendo uma apresentação do tema, apontando pontos principais e chegando a uma conclusão. Alguns professores, mais exigentes, cobravam um mínimo de quatro livros na bibliografia. Não me queixo. Sobrevivi. E talvez, graças a isso, eu escreva bem direitinho até hoje.
Hoje meus alunos postam links no Facebook para dar dicas de lugares onde encontram trabalhos prontos e os professores não têm como controlar. Na minha área, fica mais fácil, pois é relativamente simples criar um problema inédito e vai dar mais trabalho aos meninos tentarem achar alguma coisa parecida na rede do que realmente fazer os cálculos. Mas o que pode fazer um professor de Geografia? Inventar um rio, um oceano?
Não sou saudosista daqueles que ficam falando que “no meu tempo” era melhor, mas a variedade de pessoas que postam qualquer coisa na Internet é tão grande que, fatalmente, há de se encontrar publicações feitas por quem não poderia escrever sobre o assunto, sem fundamentação teórica, sem comprovação científica. Pelo menos as pesadas enciclopédias eram bastante confiáveis e jamais alguém encontraria nelas um longo estudo sobre poliedros classificando-os pelo número de “lados” como eu achei no YouTube. Mandei uma mensagem para o colega autor do vídeo, lembrando-o que poliedros têm “faces” ao invés de lados e que quem tem “lados” são os polígonos que formam as faces dos poliedros. Ele agradeceu educadamente, mas até onde eu saiba, manteve o vídeo com o erro conceitual e pode ser que haja estudantes de Geometria por esse Brasil a fora duvidando dos livros porque um “professor” disse aquilo na Internet.
Em relação às dicas de beleza não há que ser diferente e devemos ler “conselhos”, ou melhor, ver e ouvir “conselhos” totalmente inadequados. No que tange as peles maduras então... Há poucos consensos e aconselho que qualquer uma interessada em aprender a se maquiar nessa fase da vida, dedique um pouco de tempo usando o próprio rosto como laboratório de testes. Minha pele é uma, a sua é outra e o que é bom pra mim talvez não funcione pra você, e por aí vai.
Base antes do corretivo ou o contrário? Prefiro me “embasar” primeiro, mas já vi maquiadores profissionais começando a maquiagem pelo corretivo. Escurecer a mucosa dos olhos diminui os olhos e pesa o olhar. A maioria diz isso, mas aí você vê uma celebridade madura, de olhos pequenos, que ficou linda passando o lápis escuro na linha d’água. E aí?
Melhor do que fazer experimentos empíricos na cara, pode ser adquirir experiências alheias, e para ajudar, escolhi algumas mulheres assumidamente passadas dos 50 (rss) para servir de exemplo e ajuda-la a decidir o que funciona e o que não funciona (o contraexemplo também é válido).
Se é que há uma unanimidade em todas as maquiagens das celebridades abaixo, é que nenhuma delas está usando batom vermelhão! Repare :-))
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| Catherine Keener |
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| Christie Brinkley |
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| Diana Ross |
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| Dionne Warwick |
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| Frances McDormand |
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| Helen Mirren |
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| Jane Seymour |
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| Jane Fonda |
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| Kim Basinger |
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| Kim Cattrall |
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| Olivia Newton-John |
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| Oprah Winfrey |
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| Rebecca Gibney |
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| Sela Ward |
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| Susan Sarandon |
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| Whitney Houston |
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