Se alguém achar que no meu blog só há vídeos estrangeiros, vamos tentar balancear com um vídeo cheio de clips nacionais das quase-famosas conselheiras de beleza espalhadas pelo YouTube.
Elas vêm em todos os tamanhos, formas e idades e todas têm um “look” especial para apresentar. Muitas têm segredos que só revelam àquelas que as seguem no YouTube ou em blogs como este aqui. Todas se expõem – de cara lavada ou só com metade do rosto maquiado – abrem a porta de suas casas – salas, quartos, cozinhas e até banheiros – e falam com a audiência como quem conversa com as amigas. É o bate-papo de salão videoblogado na rede.
– Lindo o seu esmalte! Sabe qual é? Que batom lindo...
Que atire a primeira pedra aquela que nunca manteve uma conversa como essa. A diferença é que as nossas amigas aqui estão num pequeno retângulo na tela do seu computador (dá pra vê-las em tela inteira também) com a vantagem que, se o papo estiver chato, você não precisa tentar fazer aquela cara de interessada enquanto ela fala: clique no X acima à direita e ela desaparece.
O assunto foge da maquiagem e envereda por onde lhes der na telha. Elas têm opiniões formadas sobre tudo. São a versão Século XXI dos diários. No final do Século XX os diários digitalizados deram origem aos blogs (blogs escritos, como o meu) e o começo deste século está nos trazendo os videoblogs. Quanto menos as pessoas cultivarem o hábito da leitura, mais videotudo hão de surgir na rede. A variedade de vídeos é inversamente proporcional à produção de textos. Minhas netas talvez recebam as dicas de beleza de versões holográficas das conselheiras, quem sabe?
Essas mulheres querem bem mais que seus 15 segundos de fama e investem nisso. Quem disse que para apresentar um programa de beleza você tem que ser um clone da Ana Hickmann? As consultoras de beleza do YouTube têm a cara de todas nós. Suas casas não têm a iluminação de um estúdio da Globo e suas filmadoras não são as mesmas usadas pelo Fernando Meirelles, mas elas não estão nem aí pra isso. Sem spots, sem tripés, ajeitam o celular em cima do sofá e pulam na frente pra fazer seus vídeos. Em comum? Só a solidão. Todas filmam a si mesmas parecendo achar mais fácil se apresentar para milhares de desconhecidos do que gravar seus vídeos na frente da família.
E o que elas esperam com isso? Não sei... só sei que elas merecem uma tese de doutorado. Enquanto eu não escrevo a tese – ou enquanto eu não gravo o meu vídeo (rss) – deixo aqui essa bem humorada homenagem às corajosas videoblogueiras :-))


00:49
Fessora

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