Sou do tempo em que “blush” se chamava “rouge” e “máscara” era a tradução da palavra “mask” em Inglês. “Rímel” é bem mais recente. Quando eu era garota, via minha avó molhar uma escovinha minúscula e passar numa pasta negra e pentear os cílios com aquilo. Tão logo ela dava as costas, lá ia eu fazer a mesma coisa. Adorava o cheiro do pó-de-arroz “Promessas de Myrurgia”, e emplastava o rosto com aquele pó tão claro que mais parecia talco.
Naquele tempo, chique e bonito era o que vinha de Paris e, por isso, eu estudava da Alliance Française na Rua Muniz Barreto. Minha mãe só faltava guardar os perfumes franceses no cofre, mas descobri que os escondia numa prateleira bem alta do armário, atrás de umas echarpes, e pegava a escada e me perfumava toda. Os genes da vaidade correm nas veias da minha família.
Talvez porque muito do que aprendi de Francês tenha ficado no passado, eu posso não ter sabido pesquisar corretamente procurando “Maquillage pour les femmes aînées” porque realmente não encontrei muita coisa. O vídeo cujo link apresento abaixo é com o diretor artístico do Instituto Guerlain dando dicas de maquiagem para mulheres de 40 anos. Há outros para mulheres de 20 e de 50 anos, mas achei esse o mais interessante para mostrar como a beleza tem MUITO de cultural. Sempre ouvi dizer que nunca, jamais, em tempo algum, se deve combinar a maquiagem com a roupa. É como escolher um quadro só porque as cores combinam com o sofá! Pois vejam que o Sr. Olivier Echaudemaison, na hora de escolher a cor da sombra, aproxima a palheta da blusa da modelo e escolhe fazer nos olhos um ton sur ton com a roupa da moça.
O chato é que, quem quiser ver o resto do vídeo, tem que pagar 31,50 euros para abonnez pour 6 mois :-))


19:29
Fessora

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